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18 de agosto de 2013

Atropelando o Cerrado aproveita animais silvestres

Pássaro Martim-pescador-verde (Chluruceryle Amazona)
após realização do processo de taxidermia.
“Atropelando o Cerrado” é um dos projetos de extensão do curso de licenciatura em Ciências Biológicas, do Campus Universitário do Araguaia (CUA). Iniciado em 2012, tem como proposta utilizar a técnica da ‘taxidermia’ em vertebrados terrestres do Cerrado encontrados mortos por atropelamento em rodovias da região ou doados à universidade. A prática é um jeito diferente e interessante de preservação do corpo do animal morto. O processo de ‘conservação’ faz com que o bicho mantenha suas características físicas e expressões de vivo, como os olhos abertos.
Você deve estar se perguntando como isto é possível? A resposta está na técnica da taxidermia, termo grego que significa “dar forma à pele”. É a arte/técnica de preservação da pele e do tamanho dos animais, uma forma de conservá-los para exibição ou estudo. Antigamente o termo “empalhar” era usado como sinônimo de “taxidermizar”, pois eram utilizados manequins de palha e barro para preencher o corpo dos animais e manter suas formas. Hoje estes manequins não são mais utilizados. Mas mesmo assim, muitas pessoas ainda conhecem animais que passam por essa técnica como empalhados.
No projeto, o animal recolhido passa por um processo de corte para retirada dos órgãos do seu interior, permanecendo as extremidades de seus membros e o crânio, para manter a forma do corpo. Logo depois, o
animal recebe uma substância química que retira a gordura da pele e evita a ação de fungos. Uma estrutura de arame é confeccionada para dar sustentação ao corpo, que é preenchido com algodão e costurado. Caso o animal chegue ao laboratório com a pele muito suja, é lavado e secado. Após todo esse processo, o animal taxidermizado é colocado em uma base de madeira.

Pesquisadores envolvidos
O bolsista Sérgio Antônio dedica seu tempo ao projeto e aplica a
aprendizagem em trabalho final de graduação.

“Atropelando o Cerrado” é coordenado pela professora Márcia Cristina Pascotto e tem apoio do bolsista Sérgio Antônio da Silva, que cursa o 7º semestre de Ciências Biológicas. Eles explicam que a técnica é trabalhosa, requer treinamento e prática. O projeto, destaca a professora, é importante, pois complementa o conhecimento sobre as características anatômicas dos animais silvestres do Cerrado. “Utilizando esta técnica
podemos mostrar os animais para as gerações futuras. Um animal bem preparado, dependendo do material utilizado, pode durar 15 anos”, ressalta.
A professora acrescenta que é intuito do projeto a criação de uma coleção didática de peles e esqueletos para estudantes do curso. “Enfrentamos muitas dificuldades; como espaço limitado, falta de mão de obra, às
vezes de material, mas, devagar, a gente chega lá. Tem que ter paixão”, afirma. O primeiro animal que passou pelo processo de taxidermia no laboratório de ornitologia foi um pombo doméstico. Hoje já são 15 animais taxidermizados, a maioria aves. A ação é também ferramenta de educação ambiental e material didático para o ensino sobre a vida ambiental, pois mantém as características físicas dos animais recolhidos e muitas vezes também reconstitui seu habitat natural.
Para o estudante, pioneiro da ideia no curso de Biologia, o projeto contribui para a sua formação: “Para mim, isso me aproxima mais do curso. O curso forma professor e o projeto faz com que eu tenha um fundamento, conhecimento novo, aprofundamento. Hoje tenho bagagem.” O aprendizado se efetiva com erros e acertos. Sérgio conta que no início do projeto, voltando de uma aula de campo, coletaram um tamanduá. “Ele estava perfeito. Começamos a utilizar a técnica da resina, ficamos trabalhando durante o dia todo. Congelamos a pele e quando fomos utilizar, ela estava toda estragada, foi muito constrangedor. Foi
um teste, com os erros é que se aprende”, justifica Sérgio.








Texto: Muryllo Simon
Fotos: Márcia Pascotto

6 de dezembro de 2012

Grupo Reviver é exemplo de disposição na melhor idade


O Grupo Reviver surgiu com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de idosos de Barra do Garças. A ideia veio através de um Programa de Extensão do Campus Universitário do Araguaia/UFMT, coordenado pela técnica em administração Gláucia Rocha Olivieri. Quando foi criado, em 1997, cerca de 35 idosos, de ambos os sexos, entre 50 e 70 anos, participavam do projeto. Hoje o grupo é formado por 40 mulheres, algumas com mais de 80 anos, e é aberto à participação da comunidade.

O grupo sempre intercala suas atividades com um chá
O grupo reúne-se para realizar oficinas de artes, programas de atividade física, dança circular e, duas vezes por semana, na sede da academia Atlhas – Saúde e Movimento, para a prática de yoga. Cada integrante do grupo contribui com um valor mensal de R$ 40 o que lhe garante o direito de participar das atividades.

Para a professora de yoga e dança circular, Nara Regina Carneiro Marques, se a prática dessas atividades deixar de existir, os idosos podem apresentar regressão no seu desenvolvimento físico e psicológico. As atividades ajudam na mobilidade do corpo, no aumento do equilíbrio, na prevenção do stress e no fortalecimento do sistema respiratório, muscular e cardiovascular.
Alunas da professora Nara Regina em aula de yoga

Benedicta Franco Cinquini, conhecida por dona Ditinha, participa do Grupo há 10 anos e destaca: “a maior dificuldade do ser humano na nossa idade é a preguiça e a comodidade”. Ela, porém, briga contra essa preguiça, e não deixa as atividades físicas de lado. Além das aulas de yoga do grupo Reviver, ela pratica hidroginástica duas vezes por semana. “Na melhor idade o corpo vai endurecendo, é como uma peça, que se não for usada e cuidada enferruja, se não estiver em movimento pode nos impossibilitar de realizar
as atividades do dia a dia”, diz.

As viagens

Além das atividades acima citadas, o grupo também realiza viagens para lugares turísticos. Em outubro de 2011 o destino foi Poços de Caldas - Minas Gerais. Neste ano elas irão a Gramado, no Rio Grande do
Sul, conhecer o Natal Luz. As viagens além de proporcionarem maior interação entre participantes do grupo, trazem a oportunidade de conhecer novas culturas através das cidades visitadas.

Norma Potter, 75, há 14 anos no Grupo, já participou de diversas viagens e destaca que interage mais com os colegas durante esses passeios. Nas viagens, as atividades físicas não ficam esquecidas, elas realizam o yoga e as caminhadas matinais, em locais públicos.

Para a realização desses passeios é preciso buscar fontes de renda. Inicialmente a professora Nara buscou
na promoção de eventos uma forma de arrecadar fundos que possibilitassem as viagens. “Nós promovíamos muitos eventos, porém a idade deles foi aumentando e foi ficando mais difícil.”, diz. Atualmente o Grupo faz uma espécie de consórcio anual para reunir o dinheiro que custeia suas viagens. Norma sugeriu que abrissem uma conta conjunta e fizessem um depósito por mês. “Ao chegar o fim do
ano, tudo que arrecadamos é para pagar as diversas despesas com as viagens”, conta a integrante do grupo.

A satisfação

A coordenadora do projeto, Gláucia Rocha Olivieri, diz que o principal benefício das atividades é a estreita relação de afeto e amizade que se constrói entre os idosos. “Quando iniciamos o trabalho com o Grupo, tínhamos contato com pessoas inseguras, que temiam sair de casa. Hoje o grupo está autossuficiente, elas sabem o que querem e querem o melhor”. Para Glaúcia, levar esse projeto adiante , há tanto tempo, é uma grande realização “me dignifica trabalhar com este grupo”, diz.

Norma Potter destaca: “Na nossa idade, a tendência é ficarmos em casa, isoladas. O convívio com outras pessoas é algo positivo para rejuvenescermos”. Benecdita Franco completa dizendo que a convivência com as outras idosas é um estímulo, “cada uma tem uma forma de enfrentar seus problemas e unidas fica mais fácil, somado ao auxílio da professora”.

Chamando as alunas carinhosamente de “Minhas meninas”, a professora Nara sente-se realizada profissionalmente por trabalhar com essa faixa etária e diz que quer chegar à idade de “suas meninas”, com a mesma disposição.

Texto: Larissa Rosa 
Colaboração: Larissa Ferreira e Muryllo Simon
Foto: Larissa Rosa










4 de dezembro de 2012

Extensão forma além da sala de aula

Estudantes de Enfermagem cuidam da saúde dos caminhoneiros 

                                                                                                                                 Quando não está em sala de aula ou no estágio, a estudante do 4º ano de Enfermagem da UFMT, Dayara Rufino Mota se divide entre a escrita de sua monografia e as palestras do projeto de extensão Pró-Saúde Universitária. Em 2011, ela participou como voluntária, de outros três projetos: Viva Bem Caminhoneiro, Parasitação e Hiper Doce Vida.

Para Dayara, participar dessas atividades significa ganhar conhecimento em áreas específicas. “Os projetos ajudam os alunos a se descobrirem”, diz.  Ela resolveu participar do Pró-saúde Universitária devido ao caráter de divulgação e prevenção de doenças do projeto.  A estudante Mônica Lira de Souza está no 4º ano de Ciências Biológicas e participou da criação do projeto Litoteca, que organiza e amplia o acervo de fósseis, rochas e minerais da universidade, criada a partir do trabalho voluntário de alunos das disciplinas de geologia e paleontologia. O trabalho da Litoteca tem a ver com o que Mônica pretende seguir depois da graduação. “Sou totalmente vidrada na área de geologia”, conta a acadêmica que também desenvolve seu trabalho de conclusão de curso na área de paleontologia, analisando o acervo que pertence ao projeto. Tanto Dayara quanto Mônica pensam em participar de projetos de extensão até o fim do curso. O cordenador do projeto Litoteca, Silvio Colturato, destaca que o envolvimento do estudante com extensão é um ato de cidadania, já que esse passa a ter noção da necessidade do diálogo entre universidade e sociedade. Os alunos podem participar da extensão como voluntários, bolsistas de extensão ou bolsistas permanência.

Compromisso social

A extensão universitária é a forma de articulação entre universidade e sociedade, por meio de projetos, cursos ou eventos. No projeto Viva Bem Caminhoneiro, coordenado pelo professor Elias Marcelino da Rocha, essa articulação e compromisso social acontecem através da preocupação com a saúde do homem, “que é geralmente esquecida nas campanhas de saúde pública do país”, destaca Elias. Para o caminhoneiro João Batista Ciqueira, 40 anos, a iniciativa é interessante, pois esclarece e orienta sobre a saúde. Já Nildo Veloso de Godói, 47 anos, comenta que somente em Barra do Garças encontrou um projeto voltado aos caminhoneiros. “E olha que levo carga por todo o Brasil”, diz. Já o projeto Litoteca facilita o aprendizado de estudantes de ensino fundamental e médio em escolas da região. A professora da Escola Estadual Senador Filinto Müller, Orcina Lima explica que através das exposições de rochas da região, promovidas pelo projeto, as aulas de Ciências e Geografia têm uma dinâmica diferente e os estudantes demonstram maior interesse nas disciplinas.

Para o coordenador, Silvio Colturato, a extensão é um compromisso das instituições de ensino: “A universidade tem que olhar para fora e estar compromissada com a comunidade e fazer projetos voltados para as
necessidades da mesma (população)”.

Texto: Nahida Almeida e Hélio Mendes
Foto: Larissa Rosa


21 de novembro de 2011

Cineclube Roncador resgata cultura do cinema em Barra do Garças


Professor Magno Silvestre, coordenador do projeto
No dia 6 de abril de 2011, uma quarta-feira, nasceu oficialmente na UFMT, Campus Universitário do Araguaia (CUA),  Barra do Garças o Cineclube Roncador, com a apresentação do filme “Araguaya – a conspiração do silêncio”. Este é um projeto de extensão inovador na instituição, que busca difundir a cultura, apresentar filmes e debater temas de interesse social e acadêmico. Como destaca o coordenador da iniciativa, professor de Geografia Magno Silvestri, o Cineclube “desde o seu o principio, foi uma ação coletiva, de um grupo de docentes, com desejo de conhecer, discutir e apreciar a cultura do cinema em Barra do Garças”, disse. Professores, estudantes e técnicos administrativos dos cursos de Geografia, Comunicação-Jornalismo, Direito, Letras (ICHS) e Educação Física (ICBS) integram a iniciativa. O projeto também conta com a parceria da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (Secitec) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT\Campus Barra do Garças). Acompanhe a entrevista.

- Como surgiu a ideia de trazer um cineclube para o CUA?
R: O processo de adaptação de trabalhadores recém ingressos na UFMT-CUA, de diversas regiões do país, também incluía a ambientação no espaço urbano de Barra do Garças. Algumas angústias eram compartilhadas nas rodas de conversa em intervalos do trabalho, sobretudo no curso de formação realizado em Cuiabá no inicio de 2011. Entre essas carências estava a de uma sala de cinema.
Particularmente, tive uma curta experiência na Universidade Federal de Rondônia (Unir), onde trabalhei no Centro de Ciências Humanas e conheci pessoas incríveis, que tocavam um projeto de extensão, com sessões no campus e no centro da cidade, mesmo formato que executamos em Barra. Na despedida de Porto Velho, disse aos companheiros que na nova cidade tentaria construir esta ideia, com outros apaixonados pelo cinema. Ao chegar aqui, os companheiros, sobretudo da Sociologia e Jornalismo também relatavam experiências bacanas de participação em cineclubes, o que gerou o projeto de extensão com título “Cineclube Universitário Roncador”.

- Qual foi à inspiração para o nome “Cineclube Roncador”?
R: O nome a princípio seria “Cineclube Araguaia”, por causa do rio que delimita a fronteira de Mato Grosso e Goiás, território de influência da UFMT-CUA. Ao realizarmos algumas pesquisas sobre cineclubes no Brasil, o professor Alfredo (Jornalismo) identificou que já havia um cineclube com o nome ‘Araguaia’ em Cascavel (PR). Decidimos procurar outro, que também tivesse abrangência representativa e remetesse à identidade regional. Num encontro com a artesã Maria Du Carmo surgiu a sugestão de “Roncador”.
O nome remete há um obstáculo orográfico de destaque para que vive ou transita por aqui, pela exuberância física da serra ou misticismo que evoca, como um lugar sagrado. Como o rio Araguaia, serpenteia a faixa fronteira leste de Mato Grosso. “Roncador” também se refere ao som do vento que corta a serra com um ruído prolongado que percorre os vales e fendas da formação rochosa, remetendo ao signo do audiovisual... chave para o cinema! O nome foi aprovado por unanimidade.

- Como é realizada a escolha dos filmes?
R: Para além do projeto, o cineclube procura ser um movimento popular, de caráter democrático. A equipe realiza reuniões quinzenais abertas ao público, nas quais se discute propostas de temas e filmes. Neste ano já foram trabalhadas as temáticas: juventude, caminhos e descaminhos ambientais e luta de classes . Após cada filme é realizado um debate sobre o mesmo.

- Como é participação dos estudantes nesse projeto?
R: Temos bolsistas de extensão como membros da equipe organizadora do projeto. Pedimos três bolsistas, mas fomos surpreendidos com um corte no numero de bolsas. Mais tarde mais dois estudantes da modalidade permanência se juntaram ao grupo. Além deles, outros estudantes – de forma voluntária – participam do projeto, na divulgação e nas atividades de planejamento. E claro, todos serão certificados! Assim podem cumprir parte das atividades extracurriculares.

- Onde geralmente ocorrem as sessões?
R: Na sala de aula 217 do Campus de Barra do Garças e no auditório da Secitec. Estamos aguardando a conclusão de outro prédio, onde foi nos prometida uma sala com os equipamentos fixos (projetor, tela e som). Ainda temos que carregar os equipamentos da administração para a sala oferecida ao projeto. Sabemos que está em construção uma sala especifica para projeção de filmes, o que certamente irá alavancar as atividades do cineclube, provavelmente no ano que vem.

- Há patrocínio?
R: Não.

- Há alguma espécie de diálogo com outros cineclubes do país?
R: Sim. Parte da equipe do projeto participou recentemente do XIII FICA, na Cidade de Goiás (GO). No evento, ocorreu um encontro de cineclubistas, no qual trocamos experiências e ideias para integração nacional e regional. Em escala estadual está sendo construído a rede de cineclubes, que conta com contatos de Alta Floresta, Cáceres, Cuiabá e São Félix do Araguaia.

- Qual a importância desse projeto para a universidade e a comunidade?
R: Primeiro, resgatar a cultura de cinema na região de Barra do Garças e fortalecer o debate sobre políticas de cultura. Hoje vivemos uma expansão sem precedentes do individualismo onde as atividades coletivas são cada vez menos duradouras e prestigiadas. A importância que acreditamos existir em assistir um filme com o público nos possibilita a troca de percepções, ideias que nos fazem pensar para além de nossas referências culturais. Debater o formato e o conteúdo de um filme pode nos levar a uma reflexão diversa e mais qualificada. Sairmos de nossas concepções formadas e ouvir o outro é um exercício importante para compreendermos a nossa realidade sociocultural.
Após apresentação do filme é realizado um debate sobre o mesmo


Neste ano as temáticas foram: juventude, luta de classes e caminhos e descaminhos ambientais




















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Entrevista: Nahida Ghattas
Imagens: Arquivo Cineclube

As sextas-feiras são mais divertidas na creche Maria de Nazaré


O projeto de extensão Prevenção e saúde bucal em crianças auxilia os meninos e meninas da creche Maria de Nazaré a manterem o sorriso saudável.

Todas as sextas-feiras, partem da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) unidade de Barra do Garças o professor Max Brune e suas três voluntárias do curso de Enfermagem com destino as Obras Sociais São Francisco de Assis, onde passam o dia com as crianças da creche Maria de Nazaré repassando orientações sobre a saúde bucal.
Professor Max Brune ensina o aluno a escovar os dentes
Na parte da manhã, eles preparam os fantoches, o cenário e as brincadeiras educativas que serão realizadas durante o dia. Logo após o almoço, orientam as crianças sobre a forma correta de escovar os dentes, de usar o fio dental e o flúor.
Em seguida, vem a melhor parte, segundo as crianças, que é o teatro de fantoche realizado pelas acadêmicas voluntárias Luhara Silva Rodrigues, Jéssica Brandão e Tássia Tissot. Os personagens das histórias com fantoches  - o dentista, o dente, a escova, o creme dental e a cárie - já são amigos da criançada. Há a participação de todos: alunos, professores e funcionários.
“É um trabalho lindo e prazeroso para ambas as partes.” diz Euciene Inácio, professora do berçário.
“É uma contribuição que a gente pode oferecer naquilo que temos como formação profissional e docência, tanto no âmbito da educação e da saúde.” afirma Max Brune

A creche
Desde 1996, a Creche Maria de Nazaré está instalada em Barra do Garças na avenida Ezequiel de Carvalho, Q 475 Setor Nova Esperança, cuidando de crianças carentes.
Hoje, a creche tem 21 crianças de 1 a 5 anos de idade e 7 funcionárias, sendo: 5 remuneradas e 2 voluntárias.
Para podem usufruir dos serviços da creche, as famílias das crianças passam um processo de seleção, que inicia com uma pré-matrícula.  As famílias das crianças selecionadas na primeira etapa, são visitadas, para uma avaliação em loco das mais necessitadas. Apenas essas poderão concluir suas matrículas. No ato da matrícula dois termos são assinados pelos pais ou responsáveis que são: o compromisso de comparecerem em todas as reuniões e de trazer aos sábados de manhã seus filhos para evangelização, onde lhe são ensinados os valores vida.
A creche oferece café da manhã, almoço, banho e, principalmente educação para as crianças.
A instituição sobrevive apenas de doações, as quais são adquiridas por meio do serviço de telemarketing e cobrança. Qualquer pessoa pode doar, é só telefonar (66)3405-6001 ou (66) 3405-1953.


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Texto e foto: Tuili Freitas

Palestras alertam sobre doenças infecciosas

Por meio de palestras ministradas pelos próprios estudantes, o projeto de extensão Pró-saúde universitária busca conscientizar os acadêmicos e a comunidade a respeito de doenças infecciosas, que são aquelas que podem ser transmitidas por vírus ou bactéria, como meningite ou tuberculose. Coordenado pela professora mestre Lucélia Campelo de Moraes e com a participação de cinco estudantes dos cursos de enfermagem e farmácia, o projeto de extensão surgiu em abril de 2011, no Campus Universitário do Araguaia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

A cada palestra, uma doença infecciosa é abordada e são transmitidos alertas, ressaltando pontos como prevenção e diagnóstico. O intuito é que os espectadores saiam com conhecimento maior sobre as enfermidades e aptos para se prevenir contra as mesmas. Segundo a coordenação, será concedido no término do projeto um certificado de participação ao público, de acordo com o número de palestras assistidas.

Professora Lucélia Campelo e a equipe do "Pró-saúde Universitária
Ao término da palestra, é o próprio público que escolhe o tema seguinte a ser abordado, englobando as principais doenças infecciosas que podem ser: tuberculose, meningite, HIV – o vírus da AIDS, influenza H1N1 – também conhecida como “gripe suína”, doenças periodontais (da boca) e hepatite.
           
As primeiras palestras realizadas no campus da UFMT, contaram com a média de público de 48 pessoas, composto principalmente por acadêmicos da área da saúde. “A intenção é que alunos de outras áreas também participem das palestras.” – ressalta a professora Lucélia Campelo.
          
No mês de setembro além das palestras no campus da UFMT em Barra do Garças, também foram marcadas palestras no Senac. No dia 18 de outubro o projeto apresenta palestras na I Semana Científica do Campus Universitário do Araguaia da UFMT, elas acontecerão das 9h30min às 11h30min e das 17h30min às 21h, e contarão com rodízio de temas. Outras palestras acontecerão nos dias 10 e 17 de novembro e 1º de dezembro na UFMT.

Conheça as doenças infecciosas

Os temas das duas primeiras palestras foram tuberculose e meningite que foram ministradas pelas alunas do curso de enfermagem Juliana Zenaro Rodrigues e Dayara Rufino Mota. Elas explicam sobre as doenças:

- Meningite:
O que é: A doença pode ser viral ou bacteriana de uma forma mais grave. Para as crianças, a época seca é um período provável ao contágio da doença.
Sintomas: Os principais sintomas são: vomito a jato, rigidez da nuca e dor de cabeça. Ela causa inflamação nas meninges, e logo que diagnosticada o médico geralmente indica um antibiótico.
Tratamento: O paciente fica de quarentena, em uma área restrita que deve ser um local isolado, calmo com pouca luz e sem barulho. Os agentes infecciosos dessa doença podem estar presentes no organismo.
Vacina: A vacina contra a meningite deve ser tomada no segundo mês de vida da criança, e depois aos quatro e seis meses de idade.

- Tuberculose:
O que é: É uma tosse que dura mais de três semanas, com escarro e pode vir acompanhada de sangue.
Sintomas: Os principais sintomas da tuberculose são: mal estar, emagrecimento, febre e cansaço.
Tratamento: Após o diagnóstico, o médico geralmente prescreve algum antibiótico para o tratamento.
Vacina: Existe uma vacina contra a doença que é de dose única e deve ser tomada no primeiro mês de vida do bebê.


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Texto e  foto: Nahida Almeida Ghattas

12 de dezembro de 2010

A música como instrumento de inclusão social

Coral Infanto-Juvenil “Professora Sônia Rezende” colabora na formação pessoal de crianças e jovens.

Coral Infanto Juvenil Professora Sônia Rezende
O Projeto de Extensão “Coral Infanto Juvenil Professora Sônia Rezende” realiza atividades que estimulam o gosto musical em crianças e jovens de 7 a 15 anos, de escolas da rede pública de Barra do Garças, e região. Este projeto está integrado ao Programa Biblioteca Oficina (PBOL) do Curso de Letras da UFMT, Campus Universitário do Araguaia.  
De 1996 a 2009, o projeto foi aplicado na Escola Estadual Irmã Diva Pimentel. Neste ano, 2010, está inserido na Escola Estadual Jardim Araguaia, com 30 alunos matriculados. Os ensaios são realizados duas vezes por semana em horários diferentes das aulas das crianças coralistas. As apresentações são feitas em eventos da universidade, festividades da escola, datas comemorativas e atividades culturais. O projeto conta com a participação de acadêmicos da universidade, sendo 3 bolsistas e 2 voluntários.
Segundo a idealizadora do coral, professora Maria Claudino da Silva Brito, a criação de uma atividade de extensão na área musical é de grande importância para a comunidade. O acesso a um espaço cultural, o PBOL, proporcionaria estímulo à leitura e  atividades artísticas, garantindo a prática da cidadania. “É papel da universidade oferecer à comunidade o contato com a cultura”, destaca a idealizadora.
“A inserção de projetos na comunidade é uma prática sócioeducativa que oferece conhecimento das várias linguagens artísticas, valorizando o corpo, a voz, a emoção, os sentidos e sensações. Além de despertar o interesse em crianças e jovens para arte, leitura e interpretações musicais”, afirma a coordenadora do coral, Anna Maria Penalva Mancini.
Para Carmem Alessandra Brito de Hataíde, 8 ,  estar no Coral é muito bom. “Fazemos exercícios corporais e vocais”, afirma a coralista. A avó de Carmen, diz que, com a entrada de sua neta para o projeto, seu comportamento mudou, tanto em sala de aula quanto em casa. “O contanto com a música estimulou a criatividade e sua participação no convívio coletivo”, evidenciou.
A estudante de Enfermagem, Mayara Leite de Aquino, bolsista do projeto há três anos, diz que a música desenvolve, na formação pessoal do aluno, o gosto pelo canto em coro, levando a criança a começar a compreender o que é trabalhar em equipe e a importância disso na sociedade. Ela destaca que sua participação no Coral, a ajudou na competência em lidar com crianças e jovens.

Andressa Cristina e Nayara F. Maciel

11 de dezembro de 2010

Abracadabra: Magia por meio da leitura

Por meio do trabalho lúdico, O Grupo Abracadabra: contadores de história, incentiva o hábito da leitura.

Integrantes do Abracadabra confeccionando materiais
pedagógicos
Há 16 anos, toda sexta-feira, pela manhã, o Saci-Pererê, a boneca Emília, a Chapeuzinho Vermelho e tantos outros personagens da literatura infanto-juvenil, ganham vida, nas interpretações do Grupo Abracadraba. O projeto, formado por alunos e docentes da UFMT e professores da rede pública de ensino, fazem adaptações de histórias infantis para apresentações em escolas da região. O objetivo é estimular o hábito da leitura em jovens e crianças.
Tudo começou em um barracão utilizado como depósito de materiais para construção da sede definitiva da UFMT, Campus Pontal do Araguaia, com o término da obra, o barracão sem utilidade, tornou-se  um canto morto dentro de um ambiente de construção do conhecimento. Sensibilizada, a professora Sônia Maria da Silva Rezende viu naquele espaço, uma oportunidade de aproximar a universidade da comunidade. 
Sônia Rezende, pertencia ao quadro docente do Departamento de Letras da UFMT e era a especialista em literatura infanto-juvenil.
A especialização cursada e sua vivência na educação pública, permitiram à professora diagnosticar o cenário precário de leitura existente nas salas de aulas. Com auxílio dos professores  Nilmar de Aquino e Orlandina Marques de Farias, Sonia Rezende cria em 1994, o Grupo Abracadabra: contadores de histórias.
Atualmente, o grupo conta com 40 componentes, entre professores e acadêmicos, que desenvolvem atividades que vão da escolha da história, elaboração do material pedagógico, ensaios e apresentações. A coordenação é realizada pela professora mestre Maria Claudino da Silva, integrante do grupo desde sua fundação. 
Segundo a coordenadora, as histórias são selecionadas de acordo com a afinidade que cada integrante tem com elas. Após sua escolha, os contadores elaboram o material pedagógico, os quais são confeccionados com artigos reciclados, a serem utilizados na hora da apresentação. Para a integrante Simone Silva Santos “o material é o elo entre a criança, o contador e a imaginação. Ele nos permite dar vida a “personagem.” 
Os encontros acontecem uma vez por semana, na universidade, com o intuito de preparar as apresentações, já estas ocorrem de acordo com uma programação estabelecida.
Grupo Abracadabra realizando apresentação durante
a IV Mostra de Cursos do Campus Universitário do Araguaia.
Para a professora Maria Claudino, o que gratifica tanto esforço, é poder presenciar o encantamento que as crianças sentem no momento em que estão ouvindo as histórias. “É como se elas se transportassem para o mundo encantado da leitura e se tornassem as personagens de cada história contada”. Lembra ainda, que a construção de um leitor leva tempo. No entanto, é perceptível a mudança das crianças quanto ao interesse pela leitura  e o desenvolvimento escolar, já nas primeiras semanas.
Para Lucas Baracho Sousa, integrante do Grupo e acadêmico bolsista do projeto, a criança é dotada de uma sensibilidade muito grande e isso proporciona o sucesso do trabalho, “na criança não há uma linha limítrofe entre o real e o imaginário, e por isso, a história é realmente vivenciada”.
Ao longo desses anos o Grupo Abracadabra teve a oportunidade de ajudar muitas crianças a se perceberem leitoras. Porém, hoje é o próprio Grupo que necessita de ajuda, “com a construção do novo campus o Grupo perdeu o seu espaço para os ensaios e enfrenta dificuldades com a falta de transporte, para os integrantes”, ressalta Simone Silva Santos.


Heloisa Miranda, Lorrana Carvalho e Paula Nonato.

10 de dezembro de 2010

Projeto auxilia idosos na prática de exercícios físicos

Universidade e comunidade uma parceria com resultados na qualidade de vida da terceira idade

Pensando no envolvimento entre futuros profissionais e a comunidade, o curso de Educação Física da UFMT, Campus Universitário do Araguaia, desenvolve o projeto de extensão “Felizidade”. Este, oportuniza aos idosos da região a práticar atividades recreativas, visando a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento de sua autonomia. O projeto iniciou em 2009 no bairro Jardim Anchieta, com iniciativa da aluna Gleise Valéria Resende, que observou a falta de atividades específicas para os idosos do bairro.  
Idosas praticam exercícios físicos com atividades lúdicas e
interagem com outras pessoas
Na melhor idade, ocorrem várias mudanças fisiológicas, biológicas e psicológicas. Por isso, envelhecer com qualidade, boa alimentação e exercícios físicos são recomendações de vários especialistas. “A prática de atividades físicas reduz a perda de massa óssea, propicia ganho de massa muscular e melhora a circulação sanguínea do corpo. A recreação e o lazer favorecem a saúde mental e cognitiva do idoso”, afirma o geriatra Wendell Sanches Lacerda.
Para participar do “Felizidade”, os idosos precisam submeter-se a uma avaliação médica, que atesta que eles podem participar das atividades físicas. Após a avaliação médica, passam por um teste de capacidade funcional da agilidade e flexibilidade e medida da composição corporal.O teste é aplicado pelos estagiários do projeto e são realizados a cada três meses. 
“De acordo com as necessidades dos idosos, realizamos atividades lúdicas com bolas, balões e materiais simples que estimulam a prática de exercícios e incentiva o idoso a interagir com outras pessoas e praticar exercícios com alegria”, afirma o acadêmico  Warlen Ferreira Silva, 27, estagiário do projeto desde sua criação.   
O programa ordenado de atividades físicas, desenvolvidas no projeto, avaliam os efeitos dos exercícios sobre a capacidade funcional dos idosos, ajudando-os a realizar tarefas de seu dia-a-dia como: trocar de roupa e varrer a casa, garantindo uma vida independente.
Para o coordenador do projeto, professor doutor Carlos Alexandre Habitante, os resultados apresentados foram ótimos: “Dos cinco testes de capacidade funcional aplicados, quatro apresentaram melhoras estatisticamente significantes, na composição corporal e na porcentagem de massa magra em relação à massa gorda”.
Eva Soares Santana, 65, viúva e aposentada, participa desde o início do “Felizidade”. Sofre de hipertensão e colesterol. Ela afirma que frequentar as atividades ajudou a minimizar os efeitos das doenças. “Mudou tudo para mim. Eu sou outra pessoa, eu me sinto bem. Estar no meio da turma é muito bom. Me sinto mais animada, é a melhor coisa que existe”, disse. Hoje participam do “Felizidade” aproximadamente 15 idosos de ambos os sexos, com idade entre 60 a 98 anos. 
O projeto é coordenado pelo professor doutor Carlos Alexandre Habitante e monitorado por estagiários do curso de Educação Física. As atividades são realizadas no município de Pontal do Araguaia, no Centro Social Urbano (CSU), as segundas e sextas-feiras das 17h30 às 19h e em Barra do Garças, no Centro Comunitário do bairro Recanto das Acácias, terças e quintas-feiras no mesmo horário.
A Universidade também realiza outros projetos direcionados para os idosos entre eles: A Caminhada Orientada, Tai Chi Chuan e Yoga para a Melhor Idade.

Graziely Moessa e Maxmyllyanne Morais 

9 de dezembro de 2010

Curso de direito cria cartilha de conscientização ambiental

Colaboradores do projeto de extensão
conscientização ambiental.

Acadêmicos da primeira turma do curso de Direito, com apoio de docentes , elaboraram uma cartilha de conscientização ambiental. O material será distribuído nas escolas públicas estaduais e municipais de Barra do Garças. O projeto prevê também a realização de palestras.
A cartilha integra um projeto de extensão, com apoio financeiro da PROCEV (Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência). Com sessenta colaboradores, entre universitários e educadores, com a coordenação da professora Larissa Mascaro Gomes da Silva de Castro e dos bolsistas Alana Cristina Lacerda Lopes e Rodolfo Pinheiro Bernardo Lôbo, estão empenhados na efetivação do projeto. Iniciado em fevereiro, o projeto de conscientização ambiental passa por seis etapas: inscrição, seleção dos participantes, estudos bibliográficos, seleção do material, elaboração e edição das cartilhas, organização e realização das palestras e distribuição das cartilhas.
Segundo Alana Lopes, bolsista do projeto, a ideia surgiu pela observação da necessidade da sociedade em receber esclarecimentos sobre o assunto. Diz ela “A educação ambiental é obrigatória nas escolas e é dever da universidade disseminar conhecimento à coletividade pela realização de ações de extensão, assim compreendeu-se ser oportuno o tema”. Alana evidenciou ainda que no Estado de Mato Grosso necessita discutir e implementar ações de proteção ambiental “considerando que na prática, essas ações ainda são muito tímidas”.
Tendo em vista que a região de Barra do Garças pertence a área denominada Amazônia Legal, o projeto que é sustentado pelo artigo constitucional 225 de 1988, “todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e a coletividade o dever de defende-lo e preservá-lo para a presente e futuras gerações”. Assim, o projeto visa conscientizar a população barragarcense na realização de palestras e distribuição das cartilhas. Estas ativdades  acontecem entre os meses de novembro e dezembro deste ano. As cartilhas e palestras tem foco nas queimadas, poluição dos rios e inexistência de coleta seletiva e reciclagem de lixo, fatos que estão sob os olhos de todos e cuja ações se manifestam modestamente na realidade.

Heliton Costa Aquino

8 de dezembro de 2010

Projeto Vozes do Cerrado entra em uma nova fase

Halwildson Maciel, bolsista do projeto Vozes do Cerrado,
com tela de sua autoria, exposta na VIII Semana de Letras

 O grupo Vozes do Cerrado, declamadores de poesia da UFMT, é um projeto de extensão que se propõe ao estudo da produção literária, autores e contextualização sócio-histórica dos séculos XVI ao XIX. O projeto busca a criação de uma tradição no estudo da poesia, dando oportunidade para quem quiser aprender ou expor sua arte.
Dois bolsistas auxiliam na organização do projeto, Flavia Wheren, aluna do terceiro ano do curso de Letras e Halwildson Maciel, aluno do primeiro ano do mesmo curso. Atualmente o grupo possui 20 membros fixos, entre veteranos e calouros, distribuídos entre os cursos de Letras, Enfermagem e Jornalismo.
Halwildson, que assumiu em agosto, diz que o projeto entra em uma nova fase. Com encontros de segunda a sexta-feira nos intervalos das aulas, no espaço de vivência do campus II, com leitura e estudo da arte. “O nosso objetivo agora é extrair o máximo da poesia dentro da arte, estudaremos dança, música, pintura, tudo que esteja relacionado à arte”, evidenciou o  bolsista. Até o primeiro semestre deste ano, o projeto destinava-se principalmente a apresentações em eventos. O grupo, porém, ressalta Halwidson, não deixará de levar o nome da universidade a eventos, com peças teatrais e teatro de fantoches, além da declamação de poemas.
Adenil da Costa Claro, coordenador do projeto desde 2005, diz que “o Vozes é um grupo muito coeso, estudioso e firme nos propósitos de divulgar a literatura de Língua Portuguesa, seja em declamações, seja em dramatizações de poemas”.
Ilustração de Katia Patrícia dos Santos -
Acadêmica 1º ano de Letras - UFMT
O projeto é aberto a participação de acadêmicos de todos os cursos do Campus Universitário do Araguaia (CUA), a professores e pessoas da comunidade, ou seja, a todos que se interessam em estudar e praticar a declamação de textos literários. Foi criado em 2001, pela então professora da disciplina de Literatura Brasileira I, do curso de Letras, Célia Maria Domingues, hoje residindo e lecionando em Cuiabá, no Instituto de Linguagens da UFMT.

Ivan de Jesus Santos